São seis da manhã e o despertador do meu celular toca, como aviso que as aulas começam dentro de uma hora. Levanto-me em sobressalto e dirijo-me para o guarda-roupa, onde perco mais de 10 minutos da minha vida. Ao sair de casa, coloco os fones nos ouvidos e escolho a música que quero ouvir no meu celular, para servir de companhia até o colégio.
Chego no colégio, sento-me com os meus colegas de turma enquanto falamos de todos os trabalhos que temos que fazer. Ao entrar na sala, deparamos-nos com projectores, DVD’s, televisões e computadores. Os média estão constantemente presentes nas nossas aulas. Escrever no quadro já não se usa, e creio que já não sei qual é a sensação de ter um pedacinho de giz na mão. O professor sugeriu-nos um livro que na realidade custa cerca de 60 reais, mas graças à Internet, há um sítio onde posso fazer o download do mesmo de graça! Quadros interactivos, salas equipadas com computadores, aulas dadas através de vídeo-conferência, entre outros que tais começam a ser frequentes em várias escolas e faculdades de todo o Mundo.
No mesmo dia, ao chegar a casa, ligo o meu notebook. Estou constantemente ligada à Internet, até o meu celular o possibilita. Faço o login no meu Facebook. Tenho 43 notificações desde que desliguei o computador na noite anterior. Respondo aos comentários, ignoro outros, aceito pedidos de amizade e escrevo no meu estado: “Hoje em dia já não vivemos sem ser em rede…”, vou deixar todos os meus contatos refletirem sobre isto.
Deito-me ainda com o computador ao meu lado, enquanto falo com algumas pessoas que não vejo à bastante tempo ou com aquelas que vejo todos os dias. Desligo o computador, ponho o celular pra carregar, altero o despertador para as 6:30 da manhã, amanhã começo mais tarde. Mesmo a dormir sei que estou ligada a uma rede social que nunca pára. Até amanhã.
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